NOVEMBRO DE 2017 | 22:33

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Doenças Ocupacionais: saiba como evitar

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A saúde ocupacional é uma importante estratégia para garantir o bem-estar dos trabalhadores e contribuir efetivamente para a produtividade, motivação e satisfação no trabalho. As doenças ocupacionais são decorrentes da exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve. Podem causar afastamentos temporários, repetitivos e até definitivos, prejudicando a produtividade.

Os tipos mais comuns são as Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), que englobam cerca de 30 patologias, entre elas a tendinite (inflamação do tendão) e a tenossinovite (inflamação da membrana que recobre os tendões). As LER/DORT são responsáveis pela alteração das estruturas osteomusculares, como tendões, articulações, músculos e nervos. As lesões são causadas pelo desempenho de atividade repetitiva e contínua, tais como tocar piano, dirigir caminhões, fazer crochê e digitação.

Causas

As causas das doenças ocupacionais podem ser, entre outras:
- movimentos repetitivos
- carga excessiva
- situações de estresse elevado e continuado.

Alguns fatores de risco que contribuem para a instalação dessas lesões são: tracionamentos, postura incorreta e levantamento de pesos de forma inadequada. As LER/DORT instalam-se lentamente no organismo humano e muitas vezes passam despercebidas. Ao serem detectadas, pode existir um severo comprometimento das áreas afetadas.

Prevenção

O trabalhador deve aprender a identificar os sinais do próprio corpo para perceber o início de qualquer desconforto. Os sintomas mais comuns, que requerem a procura por um médico, são cansaço excessivo, desconforto após a jornada de trabalho, inchaço, formigamento dos pés e das mãos, sensação de choque nas mãos, dor nas mãos e perda dos movimentos das mãos.

- A cada hora de digitação, saia de sua cadeira e movimente-se. Se possível, faça exercícios de alongamento. Pausas durante a realização das tarefas permite um alívio dos músculos mais ativos.
- Beba água regularmente ao longo do dia. Uma boa opção é sempre ter uma garrafinha perto do seu local de trabalho.
- Tenha postura adequada: ombros relaxados, pulsos retos, costas apoiadas na cadeira.
- As cadeiras devem ter altura para que sejam sempre mantidas as plantas dos pés totalmente apoiadas no chão.
- Mantenha um ângulo reto entre suas costas e o assento de sua cadeira. A cadeira deve ter formato anatômico para o quadril e encosto ajustável.
- Não utilize o apoio do pulso durante a digitação.
- O monitor deve estar a uma distância mínima de 50 cm e máxima de 70 cm do usuário. A regulagem da altura da tela deve situar-se entre 15 e 30 graus abaixo de sua linha reta de visão.
- Evite posicionar o computador perto de janelas e use luminárias com proteção adequada.
- As máquinas devem estar posicionadas de forma que você não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com frequência.
- Como regra geral, temperaturas confortáveis para ambientes informatizados são entre 20 e 22ºC, no verão, e entre 25 e 26ºC no inverno.
- Sempre que possível, humanize o ambiente (plantas, quadros e, dependendo do tipo de trabalho, som ambiente).
- Estimule a convivência social entre funcionários.

Passamos a maior parte do nosso tempo no trabalho, por isso é importante aprendermos como prevenir doenças causadas por esforço repetitivo e outros fatores, para garantir mais saúde e qualidade de vida.

 

 
Gripe Suína: aprenda a se prevenir

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A gripe suína é uma gripe causada pelo vírus A (H1N1) e, por isso, também é chamada de Influenza A (H1N1). Quando infectada pelo vírus, a pessoa apresenta febre alta que surge de repente (normalmente superior a 38ºC) e tosse, podendo ou não estar acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares e nas articulações ou dificuldade respiratória. A transmissão ocorre pelo ar ou por contato direto com secreções respiratórias de pessoas infectadas, presentes na tosse ou espirro.
 
Sofrem mais com a doença: grávidas, crianças com menos de 5 anos, pessoas com doenças que atacam a imunidade (crianças e adultos em uso de uso de corticoides em altas doses, quimioterápicos e portadores de neoplasias e HIV) e idosos com mais de 65 anos.
 
Identificação da doença

Além de apresentar os sintomas acima mencionados, é necessário observar se a pessoa viajou para locais afetados pelo doença ou manteve contato próximo, nos últimos 10 dias, com pessoas doentes ou com suspeita da doença.
 
Sinais de alerta e agravamento

- Adultos: dispneia (falta de ar), cianose (extremidades arroxeadas), vômitos, vertigens e alterações da consciência
- Crianças: dispneia (falta de ar), irritabilidade, convulsões e alterações da consciência
 
Como evitar a transmissão

- Cubra a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;
- Se não estiver disponível um lenço de papel, use a dobra interna do cotovelo, para espirrar ou tossir;
- Jogue sempre o lenço no lixo após o uso;
- Mantenha a higiene das mãos com água e sabão ou álcool gel;
- Evite tocar boca, nariz e olhos com as mãos;
- Mantenha os ambientes sempre ventilados e limpos
 
O que fazer em caso de suspeita?

- Procure imediatamente assistência médica. No estado do Rio de Janeiro, a orientação é ligar para o disque-gripe: 0800 28 10 100
- Informe ao médico o roteiro de viagens recentes às áreas afetadas ou histórico de contato com pessoas doentes ou com suspeita da doença;
- Não tome medicamentos sem indicação médica. A automedicação pode mascarar sintomas, retardar o diagnóstico e até causar a resistência do vírus;
Importante: casos suspeitos ou confirmados que não apresentem complicações poderão permanecer em isolamento domiciliar voluntário.
 
É seguro comer carne de porco e seus derivados?
Sim, mas sempre cozidos ou assados.

Fonte das informações: Ministério da Saúde e site Rio Contra a Gripe A (www.riocontragripea.rj.gov.br) 


 


 
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